Comentário de Maria Zakharova, porta-voz do Ministério dos Negócios Estrangeiros, sobre a Cimeira da OTAN/NATO em Varsóvia

 

Comentário de Maria Zakharova, porta-voz do Ministério dos Negócios Estrangeiros,  sobre a Cimeira da OTAN/NATO em Varsóvia

1297-10-07-2016

A Rússia está a analisar as decisões da Cimeira da OTAN/NATO que se realizou em Varsóvia, na Polónia, de 8 a 9 de Julho.

Uma revisão inicial da Cimeira mostra que a OTAN/NATO continua a viver numa realidade político-militar alternativa. Agindo de forma contrária aos interesses objectivos da manutenção da paz e da estabilidade na Europa, à necessidade de combinar as capacidades de todas as partes internacionais responsáveis, ​​contra os desafios modernos muito reais, a aliança tem concentrado os seus esforços em “refrear” uma “ameaça do Leste” imaginária.


A profunda divisão entre a política da OTAN/NATO de reforçar o flanco [leste] quando a enorme ameaça terrorista está a chegar do sul, é a prova da negligência do bloco pela necessidade crítica de servir e proteger a segurança das pessoas, nos países membros da OTAN/NATO.

Estão a ser feitas tentativas exageradas para demonizar a Rússia, a fim de justificar as medidas militares tomadas pelo bloco e afastar a atenção do público para longe do papel destrutivo do bloco e de alguns dos seus aliados, ao provocar crises e exarcebar as tensões em todo o mundo.

Ao mesmo tempo, a aliança recusa-se a encarar as consequências negativas a longo prazo e os riscos do sistema de segurança euro-atlântico que são originados pelos esforços persistentes de Washington e de Bruxelas para alterar o equilíbrio de forças, que incluem a implementação acelerada dos planos de defesa de antimísseis balísticos dos Estados Unidos e da NATO, na Europa.

Esperamos que o bloco explique a sua política nestas áreas, na reunião da Rússia com o Conselho de Representantes Permanentes da OTAN/NATO, em 13 de Julho. Considerando as declarações do bloco sobre aspirações pacíficas, gostaríamos de ouvir o que Bruxelas pensa sobre a recente iniciativa dos nossos parceiros finlandeses, o chamado plano de Niinistö, para melhorar a segurança aérea na região do Mar Báltico.

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